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Pequenas ações evitam gafes na hora de enviar e-mail

Você já enviou um e-mail para alguém que não devia? Já errou o nome do seu destinatário? Enviou uma mensagem inteligível? Aprenda como pequenas ações podem evitar grandes gafes

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A busca pela objetividade na comunicação

Revisado - Reforma Ortográfica

Com a informação viajando a velocidades cada vez mais altas e tornando-se mais acessível a cada dia, a objetividade passou a ser a maior exigência para a comunicação. Seja em jornais, televisão, apresentações de negócio e inúmeras outras situações, o que vale é ir direto ao ponto. No entanto, muitas pessoas têm dificuldades para selecionar ideias, escolher as palavras e o tom certo na hora de comunicar-se. Não são tarefas fáceis. Felizmente, é algo que se pode praticar.

Sentir-se seguro ao expressar-se por escrito ou oralmente é um privilégio de poucas pessoas. Muitos profissionais competentes acabam se enrolando com as ideias no momento de desenvolvê-las em uma apresentação ou negociação. Não saber o que dizer, o que deixar de dizer e em que tom fazer isso são queixas muito comuns.

A objetividade é a qualidade mais desejada por qualquer comunicador moderno − o sucesso do Twitter é a maior prova disso. Porém, a busca por ela pode induzir alguns erros. Não se pode confundir concisão com objetividade. Ser objetivo não é falar pouco, mas sim falar tudo o que é preciso para atingir seu objetivo no menor tempo possível. Não devemos omitir informações importantes apenas para falarmos menos.

Opostamente, outro erro comum é pecar pelo excesso. Muitos brasileiros (e os povos latinos em geral) têm uma crença de que a prolixidade é uma qualidade do bom orador. Nessa época de debates é fácil observar esse problema, que acontece quando o enunciador fala muito para mostrar que tem domínio sobre um assunto e, muitas vezes, acaba não respondendo ao que lhe é perguntado.

A comunicação objetiva, portanto, não é nem lacônica nem exagerada. Precisamos cumprir nossos objetivos em cada fala, mas não devemos nem omitir informações relevantes nem abusar de contextualizações excessivas.

Como desenvolver a objetividade?

A busca pela objetividade inicia com uma série de questionamentos. O primeiro e mais óbvio é definir quais os objetivos de um discurso oral ou escrito. Qual é a informação mais relevante a ser dita? Quais as consequências/resultados dela? Questionar-se sempre sobre o objetivo de cada enunciado é o primeiro passo para conseguir a objetividade. Somente com as metas em mente é que é possível atingi-las.

O próximo passo também envolve muitas perguntas. Conhecer e estudar a fundo o assunto a ser tratado e procurar colocar-se no lugar de seus interlocutores é fundamental. O que eles querem saber? O que eles já sabem? Qual a faixa etária deles? Qual é o nível intelectual?

Um bom comunicador é aquele que consegue selecionar, dentre uma gama enorme de informações, aquilo que é o mais importante para seus interlocutores. Algumas dicas são úteis na busca pela objetividade na comunicação:

Objetivo em mente. Como dito acima, o comunicador precisa ter clareza do objetivo de sua fala. Para isso, é importante selecionar argumentos concretos (evitando opiniões subjetivas).

Introduzir, desenvolver e concluir. Em qualquer situação, explicitar o assunto tratado logo no início é essencial. A fala deve sempre seguir a ordem: assunto, resultados, consequência e somente então a contextualização. A conclusão deve sempre retomar ao objetivo principal da fala.

Estar preparado. Estudar a fundo o assunto tratado é importantíssimo. Não é preciso usar todo o conhecimento no discurso, pois isso pode fazer com que ele se perca do objetivo. No entanto, um conhecimento mais amplo ajuda na hora de selecionar argumentos na exposição.

Exemplos. Eles são importantíssimos para facilitar a compreensão de um argumento. Só é preciso estar atento ao quão adequados eles são para os interlocutores. Quanto mais próximos eles forem da realidade deles, mais efetivos serão.

Ouvir. Em uma entrevista, por exemplo, é fundamental ouvir atentamente ao que lhe é perguntado. Em momentos de ansiedade, algumas pessoas passam mais tempo imaginando o que irão dizer, e na hora de responder as perguntas acabam falando de outra coisa.

Evite a prolixidade excessiva: Um exemplo: a cada 6 semanas, o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central reúne-se para decidir a taxa básica de juros da economia, informação vital para diversas transações. Ao fim da reunião, qual a informação queremos saber? O valor nominal da taxa. No entanto, muita gente, principalmente na linguagem escrita, insiste em contextualizações desnecessárias. “O Conselho de Política Monetária do Banco Central do Brasil foi criado em 1996 para decidir sobre... Por isso, considerando todos os fatores acima, em sua 8ª reunião no ano de 2010, decidiu que a taxa Selic vigente será de 10% ao ano.” A informação mais importante fica no fim do texto.

Publicado em: 09/09/2010

Autor: Luciano Valente

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