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Habilidades e Competências

Como identificar o grau de comprometimento da sua equipe

Do latim compromissus, o termo comprometimento indica o ato de fazer uma promessa recíproca, ou seja, é sinônimo de compromisso e requer responsabilidade da parte de quem se compromete.

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A história do português

Revisado - Reforma Ortográfica

O português faz parte das línguas latinas, faladas na Europa Mediterrânea. Suas irmãs são o francês, o italiano, o espanhol e também o romeno. A origem de todas elas está no Império Romano. O latim, falado na região do Latium, onde fica Roma, com a expansão territorial foi ocupando gradativamente a península itálica, a região da Gália (atual França) e a península Ibérica, onde ficava a Lusitânia, hoje Portugal.

O português faz parte das línguas latinas, faladas na Europa Mediterrânea. Suas irmãs são o francês, o italiano, o espanhol e também o romeno. A origem de todas elas está no Império Romano. O latim, falado na região do Latium, onde fica Roma, com a expansão territorial foi ocupando gradativamente a península itálica, a região da Gália (atual França) e a península Ibérica, onde ficava a Lusitânia, hoje Portugal.

As línguas com que o latim entrou em contato por efeito das conquistas pertenciam a diferentes famílias linguísticas e eram bastante diferentes entre si. Os romanos permitiam que os povos conquistados continuassem falando as suas línguas maternas, mas exigiam que, com eles, o diálogo fosse em latim.

No entanto, o Império Romano durou quase mil anos, considerando-se a República (509 a.C. a 27 a.C.) e o Império (27 a.C. a 476 d.C.). Durante tanto tempo presente nas regiões dominadas, o latim evoluiu em duas variedades, uma popular, falada pelo exército e pelos povos conquistados, e outra erudita, usada pelos magistrados romanos e pelas escolas da época. Essa variante foi eternizada pelos poetas latinos Cícero e Virgílio.

Como todas as línguas, o latim tinha uma variação vertical, correspondente à estratificação da sociedade em patrícios, plebeus e escravos, e uma horizontal, devido a diferenças geográficas. Ou seja, a língua variava conforme o nível social do falante e a região onde ele se encontrava.

Com o fim do Império Romano em 476 d.C., devido às invasões bárbaras, o latim falado em cada localidade foi evoluindo de forma isolada. Durante os quase mil anos da Idade Média, as variantes vulgar e erudita do latim conviveram em paralelo. A primeira era a língua falada em todas as situações cotidianas e evoluía como qualquer língua viva. Já a segunda era usada apenas na escrita e em situações formais, permanecendo quase que estática no tempo.

As pesquisas mostram que as latinas línguas modernas, incluindo aí o português, originaram-se das variantes vulgares do latim. Com o isolamento da Idade Média, pouco a pouco o latim foi transformando-se e aproximando-se das línguas atuais. A pronúncia das palavras foi modificando-se em cada região, bem como os significados, as conjugações verbais e outras características.

Em Portugal e na Espanha, o latim sofreu forte influência dos povos árabes, que ocuparam o sul da Península Ibérica (veja figura 1). Na região, conviviam 4 línguas distintas, o castelhano, o catalão, e o galego-português. Até o fim do séc. XII e início do XIII, essas línguas oriundas do latim vulgar eram apenas orais. Os registros escritos ainda ficavam restritos ao latim erudito, que a essa altura já era bastante diferente das línguas faladas.

Existem divergências entre os estudiosos sobre o primeiro texto encontrado em português. O mais antigo documento latino-português conhecido, de 870 d.C., é a Doação à Igreja de Souselo. A Notícia de Fiadores, de 1175, é o documento mais antigo em português arcaico. Outros registros, como a Notícia de Torto (1211) e o Testamento de Dom Afonso II (1214), também têm grande importância histórica.

Durante o séc. XII, os registros escritos em português ― e em todas as suas línguas irmãs ― foram crescendo significativamente. Os poetas-trovadores, como D. Diniz em Portugal, fizeram os primeiros registros literários dessas novas línguas. O português tornou-se uma língua nacional de fato em 1143, quando foram fixados os limites do Condado Portucalense, após o período em que o território ficou sob domínio do Reino de Castela, a atual Espanha.

No séc. XVI, a língua portuguesa estava consolidada como a oficial do Estado de Portugal. Em 1572, Luís Vaz de Camões escreve a epopeia os Lusíadas, texto que durante muito tempo serviu como referência às normas cultas do português em Portugal, que também já havia chegado ao Brasil em 1500.

E falando em Camões, trago um soneto escrito por ele.

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente, 

É um contentamento descontente, 

É dor que desatina sem doer. 


É um não querer mais que bem querer, 

É um andar solitário entre a gente,
É nunca contentar-se de contente, 

É um cuidar que ganha em se perder. 


É querer estar preso por vontade, 

É servir, a quem vence, o vencedor, 

É ter com quem nos mata lealdade. 
 


Mas como causar pode seu favor 

Nos corações humanos amizade, 

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Publicado em: 02/03/2010

Autor: Luciano Valente

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