As palavras de um são as de todos

Entenda e aprenda como se “defender” de conteúdos falsificados publicados na rede. E, aprenda também como e onde registrar sua obra, minimizando as possibilidades de plágio.
O jornal “Bom Dia Brasil” exibiu uma reportagem sobre as falsas citações, atribuídas a grandes autores, que circulam na internet. Veja os cuidados que você, leitor-internauta, tem que ter antes de acreditar no conteúdo disponibilizado na rede:
Buscar informações e conteúdos na internet não é certeza de credibilidade. O conteúdo publicado na internet pode se alterado ou mesmo copiado, portanto plagiado. Quem nunca teve a amarga experiência ler um texto copiado e atribuído a outros autores? Ainda pior que esta situação é quando alguém escreve um texto ruim e diz ser de autoria de algum autor consagrado.
Mas nem tudo está perdido, os falsificadores deixam brechas que podem identificar o texto como de autoria duvidosa ou plágio. Um dos modos de reconhecer uma autoria suspeita é quando o falsificador erra o nome do autor.
O escritor Ricardo Gondim tem 26 livros publicados. E nunca teve sua autoria contestada até o dia que publicou um de seus textos na internet e assistiu de camarote sua obra ganhar novos autores.
Certa vez, Ricardo foi denunciado por uma leitora, pois ele teria roubado um texto de Oswald de Andrade, “O valioso tempo dos maduros”, mas seu texto leva o nome de “Tempo que foge” e está publicado em uma coletânea.
Assinar um texto na internet não defende sua autoria. Qualquer texto (imagem ou vídeo) que esteja na internet torna-se quase de domínio público. Na internet, a autoria se dissolve e se transforma. As palavras de um viram as palavras de todos.
O internauta não pode mais ser ingênuo e acreditar que tudo o que está publicado na internet é verdadeiro. Não há como acreditarmos em tudo o que está escrito na tela, estar antenado com outros meios de comunicação e, também, ler livros ajuda o leitor-internauta a identificar conteúdos falsificados.
Para a doutora em literatura da PUC de São Paulo, Vera Bastazin, o importante, na internet ou fora dela, é a formação do leitor. “A questão da leitura é uma questão, eu diria, de segurança nacional. Você quer formar uma grande nação? Você tem de investir em bons leitores. O bom leitor é aquele que vai construir um pensamento próprio. Eu costumo dizer que aquele que constrói um pensamento próprio tem um voo de autonomia. Isso é uma autonomia de voo, porque ele sabe pensar sozinho”, defende Vera.
Clique e assita a reportagem do jornal “Bom Dia Brasil”
Mas, a publicação de textos na internet auxilia na divulgação novos autores, viabilizando a difusão de novas ideias. Então, como o indivíduo pode proteger seus direitos autorais?
É muito simples, registre sua obra Fundação Biblioteca Nacional. E não precisa ser uma obra publicada. Para saber como proceder para registrar sua obra, acesse o site da Biblioteca Nacional.



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