Um ano de Reforma Ortográfica: as empresas já estão aderindo às novas regras

O ano de 2009 começou com uma novidade que colocou a língua portuguesa como manchete nos principais meios de comunicação do país. O período de transição da Reforma Ortográfica se iniciava. A partir daquela data, a nova ortografia, que unifica a escrita dos países falantes de português, já poderia ser usada. Nessa virada de 2010, a novidade completou um ano, tempo em que muita gente já trabalhou duro para se adequar a ela.
O ano de 2009 começou com uma novidade que colocou a língua portuguesa como manchete nos principais meios de comunicação do país. O período de transição da Reforma Ortográfica se iniciava. A partir daquela data, a nova ortografia, que unifica a escrita dos países falantes de português, já poderia ser usada. Nessa virada de 2010, a novidade completou um ano, tempo em que muita gente já trabalhou duro para se adequar a ela.
Apesar de a nova grafia ser obrigatória somente a partir de 2013, os veículos de comunicação impressa agiram rápido. Pioneiramente, os três maiores jornais do país ― Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo ― aderiram às regras logo na primeira edição de 2009. O Grupo Abril também anunciou que suas revistas (entre elas, a Veja) adotariam a nova grafia, bem como os mais de 5 milhões de livros didáticos das editoras Ática e Scipione (braços do grupo).
Profissionais ligados à educação também se mexeram rápido para começar sua adaptação. A Fundação Victor Civita, entidade educacional sem fins lucrativos, promoveu treinamentos sobre a Reforma Ortográfica para mais de 3.000 professores em todo o Brasil. A aposta foi de que quanto antes começasse o contato com a nova forma, mais rápida ocorreria a adaptação.
Consultores ligados ao site Administradores.com.br aconselharam que as empresas também deveriam começar a assimilar as regras logo, afinal é sempre bom estar na vanguarda. Centenas de companhias Brasil afora já investiram em treinamentos para que seus funcionários aprendessem a nova grafia.
Nesse primeiro ano, os computadores também já assimilaram as novas regras. Os softwares livres de edição de texto, como o BrOffice, em menos de um mês já tinham atualizações para a nova ortografia. A Microsoft, fabricante do Word, o mais popular programa do gênero, demorou um pouco mais, mas em outubro disponibilizou uma atualização similar.
Em um ano, muita coisa aconteceu. Inclusive alguns fatos engraçados em empresas como a Azaleia Calçados e a rede de lojas de cama, mesa e banho Zelo, que perderam o acento de seus nomes e logotipos (vale lembrar que a palavra “zelo” era escrita com acento circunflexo no “e”, mas com a Reforma de 1971, tal acento caiu).
Que em 2010 o português mantenha esse seu espaço na mídia e nas rodas de conversa dos brasileiros. Nossa língua agradece!



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