VOUCHER
De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, Voucher significa “vale” ou “cheque” com determinado valor que pode ser usado para comprar qualquer produto ou serviço.
Origem da palavra
A palavra passou do Francês para o Inglês e deste para nosso idioma, por isso a pronúncia. Ela era, em Anglo-Francês, voucher, do antigo Francês VOCHER, “chamar, clamar, invocar, requisitar”, do Latim VOCITARE, “chamar repetidamente”, de VOCARE, “clamar, chamar”.
Essa palavra, desde o fim do século XVI, passou a ostentar o sentido de “garantir que algo é verdadeiro”, que é o significado atual do voucher que diz que fizemos direitinho a reserva no hotel em que estamos chegando.
A palavra está em alta, pois a Polícia Federal deflagrou na manhã do dia 9 de agosto a Operação Voucher, destinada a dissolver um suposto esquema de desvio de recursos públicos do Ministério do Turismo. A Justiça expediu mandados de prisão de 38 pessoas, em Brasília, São Paulo, Macapá e Curitiba.
Segundo a PF, as investigações se iniciaram em abril, a partir de levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), que identificou irregularidades em um convênio de R$ 4,445 milhões entre o ministério e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), uma organização sem fins lucrativos. A finalidade do convênio era qualificar 1,9 mil profissionais de turismo no Amapá. De acordo com o diretor-executivo da Polícia Federal, Paulo de Tarso Teixeira, o dinheiro era repassado pelo Ibrasi a empresas de fachada.
A PF também diz ter identificado direcionamento de contratações a empresas que fariam parte do suposto esquema de desvio; ausência de preços de referência; não execução ou execução parcial de serviços; pagamentos antecipados; fraudes nos comprovantes de despesas; e falhas na fiscalização do convênio. Dos R$ 4,445 milhões do contrato, a PF estimou que dois terços do valor (quase R$ 3 milhões) tenham sido desviados.
Dentre os presos na operação, está o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, que, depois do ministro Pedro Novais, ocupa o cargo mais importante da pasta. Foi preso também o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, ex-deputado federal, e Mario Moysés, ex-presidente da Embratur. A PF também anunciou que prendeu vários empresários e funcionários do ministério e do Ibrasi. Na casa do diretor-executivo do instituto, também preso, a PF diz ter apreendido R$ 600 mil em espécie.
O procurador da República do estado do Amapá Celso Leal, responsável pelas investigações de irregularidades no Ministério do Turismo, disse que até o final deste mês deve denunciar os envolvidos na Operação Voucher por formação de quadrilha, fraude em licitações e peculato.










