Concurso público e Acordo Ortográfico: como proceder?
“Preparar-se para um concurso público pode parecer uma epopeia para alguns, mas a tranquilidade trazida pela estabilidade da carreira pública frequentemente atrai muitas pessoas dispostas a enfrentar a heroica jornada de estudos, pessoas que creem que seus esforços serão recompensados”.
“Preparar-se para um concurso público pode parecer uma epopeia para alguns, mas a tranquilidade trazida pela estabilidade da carreira pública frequentemente atrai muitas pessoas dispostas a enfrentar a heroica jornada de estudos, pessoas que creem que seus esforços serão recompensados”.
Se você é uma dessas pessoas determinadas, que optam por se dedicar aos estudos, a fim de conquistar a tão sonhada colocação no funcionalismo público, já deve ter notado: a frase acima está propositalmente repleta de palavras cuja grafia foi modificada graças a “Reforma Ortográfica”, que entrou em vigor no primeiro dia deste ano.
Mas mesmo para os sonhadores mais aplicados, as mudanças às vezes podem parecer assustadoras. Isso porque a Reforma Ortográfica, firmada para unir a escrita de oito países de língua portuguesa – Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste –, chega a afetar 0,8% das palavras usadas no Brasil, mais ou menos 3 mil palavras, segundo os dados do Ministério da Educação.
Muita coisa está mudando, mas isso não é motivo para desespero. A Reforma Ortográfica prevê um prazo de transição entre o “velho” e o “novo” jeito de escrever. Até dezembro de 2012, ninguém será punido por utilizar a norma antiga, seja em concursos públicos, em vestibulares ou em outros tipos de provas em que o idioma seja uma disciplina avaliada. Essa ideia (sem acento) não lhe agrada?
Também não é por isso que você vai deixar para aprender depois. Em se tratando das questões objetivas, o organizador pode, sim, elaborar questões exigindo o conhecimento a respeito das novas normas. Para evitar surpresas, é importante ficar atento aos editais: se eles fizerem referência ao Decreto 6.583, as novas normas podem constar das questões objetivas. Além disso, o Acordo pode servir também de mote para questões das provas em outras disciplinas, como em Atualidades ou em Conhecimentos Gerais. Nesse caso, conhecer os motivos que desencadearam a Reforma Ortográfica e seu processo de elaboração será um diferencial definitivo.
É verdade que ainda é muito difícil encontrar livros didáticos que auxiliem na aprendizagem das novas normas. A própria Academia Brasileira de Letras (ABL) precisa ainda padronizar o vocabulário e suprimir pequenas divergências, e o novo “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (Volp) está previsto apenas para fevereiro. A saída, portanto, é recorrer aos jornais e à internet para manter-se informado e estar sempre em contato com as novas regras.



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