Prepare-se: Portugal aprova reforma ortográfica
No início do mês de março, após quase duas décadas de discussões extensas e calorosas, Portugal finalmente aprovou a polêmica proposta de unificação da escrita entre os oito países lusófonos, que será implementada a partir de 2009.
No início do mês de março, após quase duas décadas de discussões extensas e calorosas, Portugal finalmente aprovou a polêmica proposta de unificação da escrita entre os oito países lusófonos, que será implementada a partir de 2009. A confirmação nacional foi recentemente fornecida por Carlos Alberto Ribeiro de Xavier, atual assessor do ministro da Educação.
O governo brasileiro, um dos grandes defensores do acordo ortográfico da língua portuguesa, já vinha pressionando o governo português no sentido de adesão à reforma, vista como uma forma de qualificar o intercâmbio cultural entre os países e promover o aumento do prestígio de nosso idioma.
O acordo assinado pelos três países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe -, já seria suficiente para garantir a reforma. No entanto, a ausência de Portugal representaria um enfraquecimento considerável em sua implementação.
Agora, a confirmação definitiva da adesão portuguesa na reforma aguarda apenas a ratificação do Poder Legislativo. De acordo com as notícias divulgadas pelo Ministério da Educação brasileiro, ainda em dezembro deste ano (período do lançamento do edital para a escolha dos livros didáticos a serem adotados na rede pública em 2009), já devem ser exigidos das editoras livros adaptados à nova grafia.
Estima-se que o período de transição necessário para a implementação das novas regras no Brasil dure cerca de 3 anos, de 2009 a 2011. O melhor mesmo é conhecermos e nos prepararmos aos poucos às novas mudanças da língua, enquanto convivemos com este período de existência de duas ortografias.
Para relembrar algumas mudanças previstas:
• O uso de trema será definitivamente extinto.
• Palavras como “assembleia”, “heroica”, “ideia” e “jiboia”, terão eliminação do acento agudo (ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas).
• Formas verbais como “creem”, “leem”, “veem”, “deem”, “voo”, “abençoo” e seus derivados, perderão o acento circunflexo.
• As letras k, w e y serão definitivamente incorporadas ao nosso alfabeto.
• Mudanças na regra do hífen, deixando de empregá-lo nas formações em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento inicia-se por r ou s, devendo a consoante ser duplicada: “antirreligioso”, “antissemita”, “extrarregular”, “contrarregra”.
• Ainda com relação às mudanças na regra do hífen, deixando de empregá-lo quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com uma vogal diferente: “extraescolar”, “autoestrada”.



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