O sexo feminino tem ganhado cada vez mais seus lugares em grandes empresas

O avanço do sexo feminino nos postos de alta direção em grandes empresas tem colocado a mulher em lugar de destaque na sociedade. Um grande exemplo é a primeira presidente do sexo feminino no Brasil, Dilma Rousseff. Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010 revelou que 14% dos cargos de diretoria das 500 maiores empresas do país são ocupados por mulheres. A pesquisa ainda mostrou que 62% das companhias não têm nenhuma política que incentive a participação delas no quadro executivo.

 Nas últimas décadas do século XX, presenciamos um dos fatos mais marcantes na sociedade brasileira: a inserção, cada vez mais crescente, da mulher no campo de trabalho, fato este explicado pela combinação de fatores econômicos, culturais e sociais. Em razão do avanço e crescimento da industrialização no Brasil, ocorreram a transformação da estrutura produtiva, o contínuo processo de urbanização e a redução das taxas de fecundidade nas famílias, proporcionando a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) a população brasileira chega a quase 190 milhões de brasileiros, com a estimativa de 51% de mulheres. Esta mesma pesquisa mostrou que a distância entre os sexos aumentou no quesito instrução. Entre os 18 e 24 anos de idade, está a maior diferença: 32% das mulheres brasileiras nessa faixa etária estudam, contra 28,9% dos homens com a mesma idade.

Estes investimentos nos estudos por parte das mulheres podem trazer bons frutos. Em cursos oferecidos pela Scritta, nas mais diversas especialidades, seus treinamentos são frequentados por diretores, presidentes, departamento de produção de qualidade, relações públicas, isto é, por funcionários dos mais diversos setores da empresa. Com uma pesquisa realizada por nós, da Scritta, foi constatado que 72% dos frequentadores dos cursos são mulheres, comprovando que buscam sempre aprender e aprimorar seus conhecimentos.

Na última terça-feira, 6 de março, o Senado aprovou um projeto que multa para as empresas que pagarem às mulheres salários inferiores aos dos homens, quando ambos ocuparem as mesmas funções. A multa estipulada pelo projeto é de cinco vezes a diferença entre os salários durante todo o período de contratação da funcionária. Como a proposta foi aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Direitos Humanos no Senado e já foi aprovada na Câmara, segue para sanção da presidente Dilma Rousseff, se não houver pedido para que seja votada no plenário da Casa.

Todos esses dados comprovam que a mulher está se apoderando de seu espaço no mercado, mesmo que de forma tímida e aos poucos. E se não fossem as operárias de 1857, que revolucionaram e lutaram pelos seus direitos, o Dia Internacional da Mulher não seria comemorado, muito menos as conquistas que alcançamos diariamente.

 Autor: Juliana Bortolai

Fonte: Brasil Escola e revista Comunicação Empresarial